Home » Uso contínuo de medicamentos e dentes: cuidados odontológicos na terceira idade
O que você vai encontrar neste artigo:
ToggleOs cuidados odontológicos na terceira idade garantem um sorriso bonito e funcional, mas não é só isso. Também impactam na saúde geral do idoso.
O uso contínuo de medicamentos é comum nessa faixa etária e muitos idosos não sabem que os remédios podem impactar a saúde bucal, demandando cuidados especiais.
Neste artigo, apresentamos os efeitos da polifarmácia (uso de vários medicamentos ao mesmo tempo) sobre a saúde bucal e medidas eficazes para minimizá-los. Acompanhe?

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O uso contínuo de medicamentos como anti-hipertensivos, antidepressivos e anticoagulantes podem causar efeitos colaterais que atingem a boca. Veja os principais impactos:
A xerostomia, ou boca seca, é uma das queixas mais frequentes entre idosos que utilizam vários medicamentos de forma contínua. Fármacos como anti-hipertensivos, antidepressivos e ansiolíticos reduzem o fluxo salivar.
Essa redução torna a boca mais suscetível a infecções, mau hálito e cáries. A saliva neutraliza ácidos e protege o esmalte dentário. Sem ela, a defesa natural da boca diminui drasticamente.
A retração gengival é um problema recorrente entre idosos. Quando ocorre, a raiz do dente fica exposta. Essa é a parte mais sensível do dente, inclusive menos resistente.
A retração gengival, a exposição da raiz do dente, a xerostomia e a dificuldade de higiene facilitam o aparecimento da cárie radicular (na raiz do dente). Esse tipo de cárie é mais agressivo e pode levar à perda dentária se não for tratado rapidamente.
O acompanhamento com um dentista para idosos ajuda a identificar e prevenir essas lesões precocemente, comprovando a necessidade de consultar um dentista de forma periódica.
Muitos idosos usam anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários. Esses medicamentos reduzem a coagulação do sangue, o que exige atenção redobrada durante extrações, limpezas profundas ou colocação de implante de dentadura fixa.
O dentista para idosos precisa conhecer detalhadamente o histórico medicamentoso do paciente. Assim, é possível evitar sangramentos excessivos ou suspensões indevidas de remédios, que podem causar riscos sistêmicos.
Os bisfosfonatos usados para tratar osteoporose podem causar uma complicação rara, mas grave: a osteonecrose. Trata-se de uma condição em que o osso maxilar ou mandibular “morre”, provocando dor, inchaço e exposição óssea.
As cirurgias orais, como as de extração dentária ou colocação de implante para dentadura fixa, podem desencadear a condição em pacientes que usam os bisfosfonatos. Por isso, é fundamental comunicar o dentista sobre a utilização desses medicamentos, para adotar uma abordagem preventiva durante o tratamento.
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Dá para preservar a saúde bucal mesmo com o uso contínuo de remédios. A seguir, listamos as principais medidas que reduzem os impactos dos medicamentos, garantindo mais bem-estar e segurança:
Produtos como saliva artificial, géis e sprays hidratantes ajudam a aliviar a sensação de boca seca e protegem os tecidos bucais. Mascar chicletes sem açúcar e beber água com frequência também são medidas que estimulam a produção natural de saliva.
Os cremes dentais com flúor concentrado fortalecem o esmalte e reduzem o risco de cáries, especificamente as radiculares. Esses produtos devem ser indicados por um dentista, que orienta o paciente sobre a frequência de uso e o modo de aplicação corretos.
A ingestão adequada de água e alimentos menos cariogênicos (com menos açúcar e amido) é importante. Frutas ricas em fibras, vegetais e alimentos com textura firme ajudam na limpeza mecânica dos dentes e estimulam a mastigação, que contribui para prevenir a reabsorção óssea.
Os idosos com limitações motoras ou cognitivas se beneficiam da higiene bucal assistida. Nesse caso, familiares ou cuidadores auxiliam na escovação e uso de fio dental, garantindo que a limpeza seja feita de forma adequada e segura.
Próteses mal adaptadas podem causar feridas na boca, dificultar a mastigação e prejudicar a fala. Soluções modernas como a dentadura protocolo oferecem mais conforto e estabilidade.
No entanto, demandam a colocação de implantes por meio de uma pequena cirurgia. O paciente deve passar por uma avaliação para identificar a viabilidade do tratamento.
Visitas regulares ao dentista para idosos permitem identificar precocemente alterações causadas por medicamentos, ajustar o plano de tratamento e prevenir complicações. A recomendação geral é que o idoso realize consultas a cada seis meses ou conforme a frequência indicada pelo dentista.
No Consultório Larissa Ferioli, o atendimento começa com uma anamnese detalhada em que todos os medicamentos utilizados pelo paciente são analisados cuidadosamente.
Então, fazemos um plano de tratamento personalizado, com contato com médicos quando necessário. Oferecemos soluções que vão desde a prevenção até reabilitações complexas com dentadura fixa Curitiba. Agende uma avaliação!
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